Seu coração tem um “cérebro” — e ele conversa com o bebê
- THACO. ARQUITETURA E AMBIENTES

- 21 de jul.
- 4 min de leitura
Como as emoções, os ritmos e a presença participam da gestação.
Seu coração tem um “cérebro”.
Talvez isso seja novidade para você — foi para muitas de nós. O coração possui uma rede própria de neurônios. É um órgão sensorial e um centro de recepção e processamento de informações, capaz de enviar sinais ao cérebro e influenciar nossa percepção, nossas emoções e nossas respostas.
Ele também se comunica com o corpo por meio de um campo eletromagnético 60x mais rápido que o cérebro e pode ser detectado a mais de 1,5 metro do corpo por instrumentos sensíveis.
Quando vivenciamos emoções como amor, gratidão, alegria e reconhecimento, respiração, ritmo cardíaco e sistema nervoso tendem a entrar em maior organização. Essa condição é chamada de coerência psicofisiológica.
E o que isso tem a ver com a gestação?
Mãe e bebê compartilham um campo contínuo de informações emocionais e fisiológicas. Voz, movimento, ritmo e estados internos da mãe fazem parte desse ambiente. Depois do nascimento, o toque, o olhar e as interações sincronizadas continuam participando da construção do campo emocional do bebê. Até aí não é novidade, não é mesmo?
Mas se eu te disser que essa comunicação energética também é estudada como uma possível via de conexão não verbal entre pessoas próximas, favorecendo percepção, sensibilidade, empatia e consciência social, e que vai ser impresso no cérebro da criança, influenciando a função psicossocial para o resto da vida!
Mas existe algo importante: isso não é uma nova obrigação para a mãe, ok?
Você não precisa estar feliz o tempo todo, ser a louca que tenta eliminar o medo, a tristeza, a irritação ou o cansaço como se não fosse da natureza humana todas essas emoções, calma! Nenhuma emoção difícil apaga o amor e muito menos define a sua maternidade.
A proposta aqui é outra e é uma excelente notícia: quando houver espaço, você pode escolher intencionalmente a emoção que deseja cultivar! Não é preciso esperar que uma emoção positiva simplesmente aconteça, porque simplesmente podemos criar condições para senti-la.
Amor. Gratidão. Alegria. Reconhecimento. Felicidade. Escolha a vibração!
Mas como Thais?
Temos ferramentas simples para elevar a informação que circula pelo coração:
meditação;
música;
dança;
respiração consciente;
contato com o centro do peito, o chakra cardíaco;
lembranças e imagens que despertam sentimentos positivos.
Não é fascinante sermos mães e podermos darmos condição do melhor ambiente, conexão e sustentação para os nossos filhos através de tantas ferramentas simples à nossa disposição?
Um dos olhares que mais acredito é o poder que temos sobre nossa criação de realidade através de consciência, intencionalidade e auto-responsabilidade. E isso se dá gradativamente, a medida em que aprimoramos o que somos.
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Experimente agora um exercício de lembrança e imagens que desperte o positivo:
Leve as mãos ao peito, respire com calma e evoque uma memória que faça você sentir amor ou gratidão. Não force nada. Apenas permita que o corpo reconheça essa sensação. Respire sentindo ela e permaneça em silêncio, até se sentir preenchida com essa emoção. Volte aos poucos com sentimento de gratidão.
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Entre nós... Sem transformar isso em obrigação
Eu não quero que essa consciência se transforme em mais uma cobrança para a mãe.
Você não precisa estar em uma frequência alta o tempo inteiro. O medo, a tristeza, a irritação e o cansaço também fazem parte da experiência humana. Uma emoção difícil não apaga o amor e não define a sua maternidade.
Coerência não é negar o que sentimos. É poder escolher, intencionalmente, quais emoções queremos cultivar quando houver espaço.
Durante a gestação, mãe e bebê compartilham ritmos, sensações e informações. A respiração, a voz, os movimentos e os estados emocionais da mãe fazem parte desse primeiro ambiente de experiências do bebê.
É nesse campo de trocas que começam a se formar importantes referências de conexão, presença e segurança.
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Um convite para o primeiro ambiente do seu bebê:
É sobre esse primeiro campo que converso na consultoria O PRIMEIRO AMBIENTE.
Nela, abordo os estímulos ideais e as formas de conexão com o bebê durante a gravidez e até os primeiros seis meses após o nascimento — um período essencial para compreender como o ambiente participa dessa construção.
Como arquiteta sistêmica, observo o ser inteiro: cérebro, coração, corpo, ambiente e relações. Na maternidade, cada experiência emocional compartilhada participa dessa arquitetura viva que envolve mãe e bebê.
Se você deseja viver esse início com mais consciência e intenção, conheça a consultoria O PRIMEIRO AMBIENTE.
E me conta: qual música, movimento ou prática ajuda você a voltar para o coração?
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Para aprofundar:
Wendy Anne McCarty, O Extraordinário Mundo Interior dos Bebês — do útero ao berço; e a pesquisa do HeartMath sobre a comunicação entre coração e cérebro.
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Para ouvir:
Uma meditação Guiada para te ajudar a elevar a frequência:
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Citação que amei quando li sobre o assunto:
“Vários trabalhos revolucionários mostram que o campo de interação sócio emocional entre mãe e bebê é essencial para o desenvolvimento cerebral o surgimento da consciência e a formação de um alto conceito saudável. Essas interações são organizadas ao longo de duas dimensões correlatas - o estímulo das emoções do bebê e a regulação da energia emocional compartilhada. Juntos, formam um campo sócio emocional pelo qual são trocadas enormes quantidades de informações psicobiológicas e psicossociais. A organização coerente das relações mãe filho que constitui esse campo é de importância crucial. Isso ocorre quando as interações estão carregadas, acima de tudo, com emoções positivas( amor, alegria, felicidade, excitação, reconhecimento, etc.), e têm o padrão de trocas altamente sincronizadas e recíprocas entre esses dois indivíduos. Esses padrões são impressos no cérebro da criança e por isso influenciam a função social pelo resto da vida.” - McCarty.
Me conta o que achou?!
Com carinho,
Thais.


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